Machu-Picchu 2002

machu picchu

20 dias, 12mil kilómetros, 5 países. Esse foi a duração da nossa viagem ao Machu Picchu de ônibus.

Sempre tive curiosidade em conhecer Machu Picchu, mas chegar lá de avião seria como cortar parte da experiência de conhecer a civilização Inca, por isso optamos por uma viagem de ônibus. A programação ficou por conta da Galapagos Tour de Porto Alegre que oferecia um tour ida e volta a Machu Picchu 100% terrestre!  ( não sei se eles tem esta opção ainda )

Abaixo segue um relato dia a dia de como foi a viagem. ( esta viagem foi feita em 2002, em uma época em que camera digital era raridade e a internet ainda engatinhava… )

 


Saida de Porto Alegre

31.1.2002 – Saimos cedo da manha de Porto Alegre rumo a Machu-Picchu em uma excurção de onibus. Serião quase 20 dias de veiagem.
O primeiro dia se passou um tanto monotono e cansativo, paramos em Porto Xavier para atravessar de balsa para a Argentina, a paisagem de campo aberto não mudou muito. A noite paramos em um restaurante beira de estrada para jantar e seguimos viagem, essa noite dormimos no ônibus.

1.2.2002 – Pela manhã, ainda estavamos rodando em direção a Salta… Finalmente uma mudança na paisagem, na linha do horizonte começou a aparecer a cordilheira, mas ainda beeem longe…
4 da tarde, chegamos em Salta na Argentina, check-in no Hotel, fomos dar uma volta na cidade, muito legal por sinal, tem um teleférico que leva ate uma montanha onde é possivel ver toda a cidade. Circulamos um pouco pela cidade, compramos alguns mantimento e fomos para o hotel descansar.


Subida da Cordilheira

2.2.2002 – Acordamos cedo para deixar Salta para trás, a ideia é chegar em San Pedro de Atacama ainda hoje… Poucas horas depois de deixar Salta já estavamos subindo os Andes. A cada parada todo mundo dava umas corridinhas para sentir falta de ar (estavamos a 3450 metros). Passamos por varios salares e lagoas imprssionantes, cercado pelo Andes. Passei muito mal nesse trecho, a altitude máxima foi de 5mil metros e não tinha tubo de oxigênio no ônibus… A Giovana tomou capsulas de ferro (que melhora o tarnsporte de oxigênio no sangue) e não passou mal, eu devia ter tomado também, a sensação é horrível, parece que os olhos vao saltar fora, a dor de cabeça é  insuportável e vontade de vomitar. Chegamos a noite em San Pedro de Atacama, não sei exatamente que horas. Fomos jantar em um barzinho. A cidade é muito legal, as casas construidas com adobe, gente de todo que é canto do mundo, boa comida, a cidade é exatamente aquilo que é mostrado nos programas de TV sobre San Pedro de Atacama.


El Tatio

3.2.2002 – Acho que dormimos umas 2 ou 3 horas, fomos acordados pelo guia local e pegamos uma van em direção a El Tatio para ver o geisers, quase 3 horas em estradas ingremes onde mal passa um carro. Chegamos a El Tatio ao nascer do sol com o Andes ao fundo. O motivo de se chegar tão cedo é porque os geisers so entram em atividade 1x por dia ao nascer do sol. Até tomamos banho nas piscinas naturais dos geisers, a agua é quente, mas um pouco sulfuroso, cuidado porque tem muita gente  é alérgico e não sabe. No caminho de volta passamos por alguns oasis no deserto do Atacama. Mal chegamos em San Pedro e embarcamos no onibus em direção a Putre. Poucas horas depois de sair de San Pedro, entramos na estrada Transamerica, uma reta sem fim e deserto dos 2 lados, escuresceu e continuamos na transamerica, dormi.


Aduana Chilena

4.2.2002 – Acho que era 6 da manhã, acordamos em Putre, ainda no Chile. Tomamos um café e comemos alguma coisa e seguimos viagem. Subida ingreme, no caminho paramos para comprar o típico cha de coca, o efeito não foi imediato, mas psicologicamente aliviou um pouco o sintoma da altitude. La pelas 9 da manhã chegamos na aduana Chile-Bolivia. Acho que a altitude era algo em torno de 5100 metros, para preencher a ficha de imigração foi um terror, olhava para a folha e não conseguia lembrar o nome, depois de muita dificuldade passamos pela aduana. Chegamos em Patacamaya para almoçar. O curioso é que o refrigerante não é gelado e a sopa veio com 1/2 galinha dentro, literalmente…Mas o pior estava por vir…
Entramos no ônibus e quando estavamos saindo da cidade o ônibus começou a ser apedrejado e foi parado na saida da cidade por camponeses que estavam protestando contra algo referente a plantação da folha de coca, ficamos ali por cerca de 10 ou 15 minutos sob ameaça de pedradas e foice. O exercito chegou para liberar o ônibus e dispersar os camponeses.
Seguimos viagem com o ônibus um pouco amassado. La pelas 5 da tarde chegmamos em Desaguadero, feito a aduana Bolivia-Peru seguimos viagem para Puno.
Chegamos em Puno ja de noite, fomos direto para o hotel descansar.


Urubamba

5.2.2002 – Pela manha fomos visitar os Uros no lago Titi-caca, são ilhas flutuantes de junco e as pessas moram nessas ilhas (não tenho certeza se eles vivem la mesmo ou se é para atrair os turistas…). Fizemos um passeio de Totora, compramos alguns artesanatos e voltamos para Puno, a tarde seguimos viagem para Cusco. Chegamos em Cusco já de noite, fomos para o hotel fazer check-in e depois jantar uma sopa porque tava todo mundo meio quebrado por causa da altitude.

6.2.2002 – Manhã do primeiro dia em Cusco, pegamos um micro-onibus e saimos para um tour no Vale Sagrado que passa por Pisac, Urubamba e Ollantaytambo. São 3 ruinas Incas, são indescritíveis, so indo la para ver. São imagens que você esta acotumado a ver em fotos, revistas, programas de TV, mas quando chega na frente da pedra e olha ao vivo a sensação e o visual são totalmente diferentes de tudo aquilo que você  ve em revistas ou TV, eles não descrevem nem 10% da sensação de se estar frente a frente com uma ruina Inca.

7.2.2002 – Comi alguma coisa que não me fez bem, passei super mal a noite passada e fiquei de cama o dia todo, a Giovana e o resto do pessoal foi fazer um city tor por Cusco e arreores.


Macchu-Picchu

8.2.2002 – Machu-Picchu day! De manhã cedo pegamos o micro-onibus até a estação de trem que leva até Machu-Picchu.
O trem começa a subida em zigue-zague assim que sai de Cusco, depois segue viagem pelo vale costeando o rio. São quase 5 horas de viagem até Aguas Calientes.
Em Aguas Calientes se pega um micro-onibus que sobe a montanha até Macchu-Pichu.
Macchu-Pichu é igualmente incrível, ainda mais se cercado de montanhas e uma nevoa que cobre todo o vale dando um ar de mistério. Aconselho a todos pelo menos uma visita a Machu-Picchu.
Retornamos no final de tarde ao Cusco.

9.2.2002 – Dia de iniciar o caminho de volta. Saimos pela manha em direção a Puno, no caminho paramos nas ruinas de Raqchi, não se sabe ao certo para que serviu essa cidade, mas parece um celeiro gigante com varios cilos feitos de pedra. Chegamos em Puno no inicio da noite. Hoje era Carnaval. Fomos assistir o desfile e comer alguma coisa. O carnaval é um tanto diferente do Brasil, mas é interessante. Quando sair a noite em Puno, muito cuidado com a sua carteira.


Tiwanaku – Portal do Sol

10.2.2002 – Partimos de Puno em direção a La Paz na Bolivia. Poucos minutos depois de sair de Puno paramos para dar uma olhada no Templo da Fertilidade, tiramos algumas fotos e seguimos viagem, segunda parada: Juli, não sei ao certo o motivo da parada, mas tinha uma igreja sendo restaurado com uma incrível coleção de arte barroca. Terceira parada foi em Tiwanaku, ruinas de uma civilização pre-inca, tem um museu e as ruinas do que foi o imperio Tiwanaku com o portal do sol e esculturas que parecem astronautas. Parada final: La Paz, chegamos la no final de tarde, deu para aproveitar e dar uma volta na cidade e tomar o mineragua, uma soda meio esbranquiçada feita com a água do degelo que é rico em minerio que da essa cor meio branco azulado.


Chola

11.2.2002City Tour pela manhã pela cidade de La Paz, visitamos alguns pontos da cidade como o mirante que permite ter uma noção da cidade, o vale de la luna, dedo de deus entre outros locais. A tarde foi livre então fomos dar uma volta pela cidade e aproveitar para visitar o Mercado das Bruxas e a catedral. Acabamos voltando cedo porque na Bolivia se tem o costume de atira água nas pessoas durante o Carnaval… principalemnte em turistas.

12.2.2002 – Deixamos La Paz em direção ao Chile, o caminho foi o mesmo, mas dessa vez passamos sem incidente por Patacamaya. Ja no lado Chileno passamos pelo canyon do Cerro San Martin, na enconsta dos morros existem desenhos rupestres da epoca Inca, o vale é verde e fertil graças a água que vem das montanhas, mas fora do vale é um deserto arido. Destino do dia Arica no Chile, a cidade mais seca do mundo apesar de ser uma cidade litoranea, a cidade é extremamente bonito e bem cuidado (como toda cidade chilena). Passeamos um pouco pela cidade para aproveitar o final do dia e voltamos para o hotel.


“nunca vi a chuva…”

13.2.2002 – Saindo de Arica pegamos a transamerca em direção a Antofagasta, uma pequena cidade litoranea. No caminho paramos para comprar alguma coisa para comer e nesse bar conhecemos um senhor de idade incerta, mas deve beirar os 60/70 anos que nunca viu chuva na vida… Ele morou a vida toda no meio do deserto do Atacama, na saída de brinde ele nos deu um copo da Coca-Cola dos anos 70 que ele ainda usa no bar… Chegamos em Antofagasta no final do dia, demos uma pequena volta pela cidade.

14.2.2002 – Hoje seria o dia pratiacamente todo dentro do onibus, seguindo pela transamerica paramos em Chanaral, uma cidade portuaria, para almocar e a noite em La Serena, uma cidade balnearea, para jantar em um shopping local, enorme por sinal e seguimos viagem a noite toda.


Caracoles

15.2.2002 – Pela manhã acordamos na cidade de San Felipe no pe da cordilheira. Tomamos um café no posto de gasolina local e iniciamos a travessia da cordilheira em direção a Argentina. Passamos pelo famoso Caracoles que sobe em zigue-zague a cordilheira, pelo campo de ski Portillo. O caminho é pontilhado por vários túneis, em um trecho é possivel ver o Aconcagua. Ja no lado Argentino tem o Fuente del Inca, uma terma de água sulfurica onde acredita-se que tenha sido um local sagrado para os Incas. Depois de quase 2 dias dentro do ônibus chegamos em Mendoza na Argentina. Como de costume pegamos o final do dia para passar pela cidade.


Puente del Inca

16.2.2002 – A cidade é conhecida por ser uma das cidade mais secas da argentina, mas por incrivel que pareca, tava chovendo no dia, pegamos o onibus do city tour e fomos conhecer a cidade. A cidade é muito legal, serve de base para esquiadores e montanhistas que pretendem escalar o Aconcagua e outras montanhas da cordilheira. A tarde um tempo livre pra conhecer a cidade, caminhamos pelas cidade que tem um ar super europeu, meio colonial, as pessoas são simpaticas, gostei muito da cidade.

17.2.2002 – Partimos rumo ao Brasil, foi uma viagem tranquila pelos pampas argentinos, o jantar foi em um restaurante de posto, uma canja fria, mas era o que tinha, seguimos viagem.

18.2.2002 – Chegamos em Uruguaiana perto do meio dia, passamos sem problemas pela alfandega e seguimos em direção a Porto Alegre…Chegamos em Porto Alegre ja na madrugada do dia 19.

E assim terminou os 20 dias, 12mil kilometros e 5 países.

Fotoset da viagem – Ela esta incompleta pq falta scannear as fotos 35mm ainda, so esta disponíveis as digitais

 

 

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1 comment

  1. Olá, Atsu!
    Você fez uma viagem e tanto! Já esteve nos meus planos um mochilão pela região, mas por enquanto saiu da lista de prioridades. Estive em Cusco / Machu Picchu e região mês passado e achei tudo lindo demais! Realmente a região onde está Machu Picchu é fantástica. as montanhas ao redor da cidade dão um toque especial. Viagem imperdível! 😉
    []’s,

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